Com apoio da Funceme, ES passa a integrar Monitor de Secas

10 de junho de 2019 # #

O Monitor de Secas, ferramenta de acompanhamento regular e periódico da situação de seca, com caracterização de severidade baseada em impactos e com comparativos da evolução espaço-temporal, agora passa a trazer dados do Espírito Santo. Na última semana o estado oficializou sua adesão. O projeto é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos.

Representantes de diversos órgãos participaram da assinatura da expansão (FOTO: Reprodução)

Representantes de diversos órgãos participaram da assinatura da expansão (FOTO: Reprodução)

O diretor da ANA, Ricardo Andrade; o superintendente de Apoio ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH), Humberto Gonçalves; a coordenadora de Articulação com o Sistema de Proteção e Defesa Civil, Alessandra Daibert; além do presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins, participaram da cerimônia de assinatura da expansão do Monitor ao lado do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. a ocasião, foi assinado Acordo de Cooperação Técnica para a operação do projeto no Espírito Santo, além do fortalecimento da gestão de eventos de seca e do desenvolvimento de ações de mitigação dos impactos locais decorrentes do fenômeno.

Para Andrade, a expansão da ferramenta auxiliará ainda mais no processo de decisão dos gestores dos recursos hídricos e a população, que poderá ter informações confiáveis e em tempo real sobre a situação da seca em sua região. O Espírito Santo se junta a Minas Gerais e aos nove estados do Nordeste contemplados pelo Monitor de Secas. Atualmente, a ferramenta vem sendo empregada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca.

Sobre o Monitor

O Monitor de Secas promove o monitoramento regular e periódico da situação da seca, por meio do qual é possível acompanhar sua evolução, classificando-a segundo o grau de severidade dos impactos observados. Seu principal produto é o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma densa rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração.

Em operação desde 2014, o Monitor de Secas iniciou suas atividades pela Região Nordeste do Brasil, historicamente a mais afetada por eventos de seca. No final do ano passado, com a metodologia já consolidada e entendendo que todas as regiões do País são afetadas em maior ou menor grau por fenômenos dessa natureza, foi iniciada a expansão da ferramenta para a inclusão de outros estados. Em novembro de 2018, Minas Gerais foi incorporado ao processo.