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Classificações Técnicas Classificação técnica ou interpretativa consiste da previsão do comportamento dos solos sob manejos específicos e sob certas condições ambientais (STEELE, 1967 apud PRADO, 1996). É, normalmente, baseada em interpretação de estudos básicos (levantamentos taxonômicos) de solos (BRASIL,1973; CAMARGO et al., 1987; EMBRAPA, 1999). Trabalhos executados pela Funceme cobriram as três principais classificações interpretativas, que são: capacidade de uso do solo, aptidão agrícola das terras e classificação das terras para fins de irrigação. • Capacidade de Uso do Solo Capacidade de Uso do Solo Este sistema foi desenvolvido, originalmente, pelo Serviço Nacional de Conservação do Solo dos Estados Unidos. Relaciona-se, estreitamente, com aspectos de conservação de solos, onde as potencialidades, destes, são analisadas, com maior ênfase, em suas limitações. Considera que o nível de manejo deve ser médio ou alto e é recomendado para locais que possuem levantamento pedológico detalhado ou semi-detalhado (PRADO, 1996). Aptidão Agrícola das Terras Este sistema, desenvolvido por RAMALHO FILHO et al. (1978), tem a finalidade de fornecer a aptidão agrícola das terras, fundamentada no seu melhor uso. São considerados três níveis de manejo e quatro classes de aptidão. É recomendado para locais onde se necessita de um planejamento agrícola regional e trabalhos de zoneamento agrícola. É indicado para locais que possuam estudos de solos em níveis generalizados, de reconhecimento ou exploratório (PRADO, 1996). Classificação de Terras para Irrigação Esta classificação técnica é feita, primordialmente, para a obtenção de informações necessárias à delimitação de terras em áreas de classes aptas para a irrigação, eliminando as áreas inaptas, nas condições econômicas prevalentes. Necessita da análise e avaliação de suas características físicas e químicas, incluindo as características do solo e os aspectos topográficos e de drenagem, além de um grande volume de dados adicionais relativos à agronomia, economia e engenharia (CARTER, 1998), exigindo-se, para o seu uso, levantamentos pedológicos semi-detalhados ou, preferencialmente, detalhados, principalmente se for área de várzea (PRADO, 1996). Caracterização de classes e representação cartográfica, por unidades "dominantes" e "participativas".
Parte dos problemas no entendimento das questões relativas a solos, de interesse agrícola, associa-se a dificuldade na identificação destes, o que repercute, diretamente, na definição de sua vocação, manejo e orientação à conservação / preservação ambiental. Em nossa região, a complexidade geológica com predomínio de embasamento cristalino - a significativa variação no "modelado" do terreno, associados a um ambiente, tipicamente, semi-árido, resultaram em grande heterogeneidade, complexidade no arranjamento e variação dos solos. Neste cenário, à falta de informações mais detalhadas e buscando-se facilitar a compreensão do tema e, desse modo, auxiliar o planejamento e tomada de decisões ao uso agrícola, é apresentada a caracterização dos solos do Estado do Ceará, com representação cartográfica "desagregada", resultando em maior visibilidade e compreensão. Nos cartogramas, cada classe de solo foi ilustrada em dois grupos: unidades dominantes e unidades participativas. O primeiro grupo corresponde às unidades de mapeamento em que o solo em representação figura em primeiro lugar na associação, significando ter mais importância sob o ponto de vista de extensão. Nas unidades participativas, o solo em descrição é contribuinte, predominantemente, secundário, terciário e/ou de quarta ordem, em outras unidades de mapeamento, figurando como segundo e/ou terceiro e/ou quarto componente das associações.
Explicação da Legenda: Representação Cartográfica por Classe de Solos |
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