{"id":1040,"date":"2014-05-02T18:32:52","date_gmt":"2014-05-02T21:32:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wp-funceme\/blog\/2014\/05\/02\/florestas-tropicais-no-ce-se-adaptam-as-mudancas-do-clima-diz-estudo\/"},"modified":"2020-07-14T15:51:01","modified_gmt":"2020-07-14T18:51:01","slug":"florestas-tropicais-no-ce-se-adaptam-as-mudancas-do-clima-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.funceme.br\/?p=1040","title":{"rendered":"Florestas tropicais no CE se adaptam \u00e0s mudan\u00e7as do clima, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em parceria com a Funceme, pesquisador Vincent Montade analisou bio-indicadores da Serra de Maranguape<span style=\"line-height: 1.3em;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estado do Cear\u00e1, apesar de ter 84% de sua \u00e1rea em clima semi\u00e1rido, ainda preserva resqu\u00edcios de florestas tropicais. Isso acontece nas \u00e1reas serranas, com altitude, temperatura e umidade prop\u00edcias \u00e0 resist\u00eancia desse microclima. A presen\u00e7a dessas florestas na regi\u00e3o s\u00e3o muito importantes porque contribuem para a manuten\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos e da biodiversidade, importantes para os recursos naturais e agr\u00edcolas que servem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Interessado em entender como essas \u00e1reas mantiverem-se preservadas, o pesquisador franc\u00eas Vincent Montade \u2013 em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Cearense de Meteorologia e Recursos H\u00eddricos (Funceme), o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD-Fran\u00e7a) e a Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) \u2013 realizou uma an\u00e1lise paleo-ambiental do solo na Serra de Maranguape, na Regi\u00e3o Metropolitana de Fortaleza. Como resultado, ele publicou o artigo que trata da variabilidade clim\u00e1tica durante os \u00faltimos 5.000 anos e respectivas respostas da biodiversidade das florestas tropicais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" size-full wp-image-1039\" src=\"http:\/\/funceme.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/vincent-site.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"459\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o t\u00edtulo \u201cOlhando para passado para compreender o futuro: Variabilidade Clim\u00e1tica no Quatern\u00e1rio e Respectivas Respostas da Biodiversidade na Regi\u00e3o Nordeste do Brasil\u201d, o artigo de Vincent Montade, publicado na revista Journal of Biogeography, resgata os impactos das mudan\u00e7as do clima na \u00e1rea pesquisada e projeta impactos de futuras altera\u00e7\u00f5es de temperatura e pluviometria. \u201cO estudo das mudan\u00e7as da vegeta\u00e7\u00e3o e do clima no passado, s\u00e3o exemplos para melhorar a compreens\u00e3o da din\u00e2mica da vegeta\u00e7\u00e3o e da mudan\u00e7a clim\u00e1tica no futuro para antecipar e adaptar as pol\u00edticas de gest\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Vincent Montade fez an\u00e1lises de bio-indicadores a partir um n\u00facleo de sedimento que foi coletado no brejo no Serra de Maranguape e concluiu essas florestas tropicais se mostram sens\u00edveis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no passado, em particular, varia\u00e7\u00f5es na precipita\u00e7\u00e3o. No entanto, essas florestas tem sobrevivido apesar das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas abruptas nos \u00faltimos 5.000 anos, o que demonstra sua capacidade de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto a biodiversidade parece permanecer est\u00e1vel, h\u00e1 uma reorganiza\u00e7\u00e3o das comunidades vegetais que permitem a sobreviv\u00eancia da maioria das esp\u00e9cies. Este ponto \u00e9 muito importante para a preserva\u00e7\u00e3o do ecossistema dessas florestas que s\u00e3o reservat\u00f3rios de biodiversidade e recursos h\u00eddricos importantes em uma \u00e1rea com um clima semi\u00e1rido\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Apesar da capacidade de adapta\u00e7\u00e3o dessas florestas, o pesquisador alerta que as perturba\u00e7\u00f5es humanas na Serra de Maranguape podem enfraquecer a resist\u00eancia dessa biodiversidade dentro de um cen\u00e1rio de aquecimento futuro do clima. \u201cParece, portanto, fundamental promover \u00e1reas conserva\u00e7\u00e3o e minimizar as perturba\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas que possam perturbar a composi\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es do trabalho podem ser conferidas no artigo cient\u00edfico intitulado \u201cStability of a neotropical microrefugium during climate instability\u201d para a revista Journal of Biogeography: http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/jbi.12283\/abstract<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Funceme<\/p>\n<p>Guto Castro Neto \u2013 (85) 8814-4194<\/p>\n<p>2 de maio de 2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em parceria com a Funceme, pesquisador Vincent Montade analisou bio-indicadores da Serra de Maranguape &nbsp; O Estado do Cear\u00e1, apesar de ter 84% de sua \u00e1rea em clima semi\u00e1rido, ainda preserva resqu\u00edcios de florestas tropicais. 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