{"id":7982,"date":"2020-08-10T11:16:14","date_gmt":"2020-08-10T14:16:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.funceme.br\/?p=7982"},"modified":"2020-08-10T11:23:40","modified_gmt":"2020-08-10T14:23:40","slug":"condicoes-meteorologicas-do-segundo-semestre-colaboram-para-aumento-das-queimadas-no-ceara","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.funceme.br\/?p=7982","title":{"rendered":"Condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas do segundo semestre colaboram para aumento das queimadas no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1200\" height=\"798\" src=\"http:\/\/www.funceme.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/joanne-francis-S9NQnIV4zOI-unsplash-1200x798.jpg\" alt=\"Em 2019, o Cear\u00e1 registrou mais de 4 mil focos de calor (FOTO: Joanne Francis)\" class=\"wp-image-7983\" srcset=\"http:\/\/www.funceme.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/joanne-francis-S9NQnIV4zOI-unsplash-1200x798.jpg 1200w, http:\/\/www.funceme.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/joanne-francis-S9NQnIV4zOI-unsplash-600x399.jpg 600w, http:\/\/www.funceme.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/joanne-francis-S9NQnIV4zOI-unsplash-768x511.jpg 768w, http:\/\/www.funceme.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/joanne-francis-S9NQnIV4zOI-unsplash-1536x1022.jpg 1536w, http:\/\/www.funceme.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/joanne-francis-S9NQnIV4zOI-unsplash.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>Em 2019, o Cear\u00e1 registrou mais de 4 mil focos de calor (FOTO: Joanne Francis)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O segundo semestre do ano no Cear\u00e1 \u00e9 marcado pelo aumento das queimadas. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o pico de registros costuma ser em novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o dos casos a partir do m\u00eas de agosto costuma ocorrer em decorr\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es naturais e tamb\u00e9m por a\u00e7\u00e3o humana. Entre os principais fatores meteorol\u00f3gicos est\u00e3o as altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pr\u00f3pria redu\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de chuvas tamb\u00e9m contribui, pois torna a vegeta\u00e7\u00e3o seca, transformando-se em combust\u00edvel para o fogo. Depois que uma queimada ou inc\u00eandio florestal come\u00e7a, os ventos mais forte deste per\u00edodo tamb\u00e9m ajudam a alastrar as chamas\u201d, explica a gerente de Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagens de sat\u00e9lite s\u00e3o usadas para monitorar os chamados focos de calor, que \u00e9 o termo usado para interpretar o registro de calor captado na superf\u00edcie do solo pelos sensores espaciais. At\u00e9 o momento, o Inpe registrou 250 focos ativos de calor no Cear\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c93% dos focos costumam ocorrer entre agosto e dezembro. Em 2020, s\u00f3 no m\u00eas de julho foram registrados 63 focos no Cear\u00e1, \u00e9 tr\u00eas vezes a m\u00e9dia mensal e um dado maior do que o observado em julho do ano passado, quando 18 focos foram identificados no estado\u201d, refor\u00e7a Sakamoto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, a Funceme apontou \u00e1reas de 20 munic\u00edpios com alto risco de inc\u00eandios florestais. De acordo com o pesquisador Manuel Rodrigues de Freitas Filho, coordenador do projeto e supervisor do N\u00facleo de Estudos B\u00e1sicos da Funceme, o estudo levou em considera\u00e7\u00e3o mapeamentos tem\u00e1ticos do estado realizados pela Funceme, tais como: cobertura vegetal natural, uso e ocupa\u00e7\u00e3o da terra, unidades de paisagem, pluviometria m\u00e9dia anual e \u00edndice de vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1085\" src=\"http:\/\/www.funceme.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/MAPA_Riscos-de-Incendios-Florestais-1-768x1085-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7986\" srcset=\"http:\/\/www.funceme.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/MAPA_Riscos-de-Incendios-Florestais-1-768x1085-1.jpg 768w, http:\/\/www.funceme.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/MAPA_Riscos-de-Incendios-Florestais-1-768x1085-1-600x848.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>As \u00e1reas com maiores riscos est\u00e3o situadas predominantemente nas regi\u00f5es do m\u00e9dio Jaguaribe, Inhamuns e Centro-Norte do estado. Nestes locais, onde \u00e9 comum a pr\u00e1tica agropecu\u00e1ria, a pluviometria m\u00e9dia anual varia entre 700 e 800 mil\u00edmetros, o que colabora para o \u00edndice de vegeta\u00e7\u00e3o extremamente seco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs \u00e1reas classificadas com os maiores riscos de ocorr\u00eancia de inc\u00eandios florestais no Cear\u00e1&nbsp; s\u00e3o as que foram registradas os menores \u00edndices de chuva e que, ao mesmo tempo, s\u00e3o ocupadas pela vegeta\u00e7\u00e3o natural de caatinga, a qual tende a ficar em uma condi\u00e7\u00e3o muito seca no decorrer do segundo semestre\u201d, refor\u00e7a o pesquisador da Funceme.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O segundo semestre do ano no Cear\u00e1 \u00e9 marcado pelo aumento das queimadas. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o pico de registros costuma ser em novembro. 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