{"id":843,"date":"2013-08-22T15:18:38","date_gmt":"2013-08-22T18:18:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wp-funceme\/blog\/2013\/08\/22\/perguntas-mais-frequentes-2\/"},"modified":"2013-08-22T15:18:38","modified_gmt":"2013-08-22T18:18:38","slug":"perguntas-mais-frequentes-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.funceme.br\/?p=843","title":{"rendered":"Perguntas mais Frequentes"},"content":{"rendered":"<h2>GERAL<\/h2>\n<ol>\n<li><strong>Quais s\u00e3o as principais \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o da FUNCEME?<\/strong>\n<p>A <strong>FUNCEME<\/strong> atua nas \u00e1reas de meteorologia, recursos h\u00eddricos e recursos ambientais, visando fornecer conhecimentos e informa\u00e7\u00f5es para o manejo racional e a gest\u00e3o de risco do semi\u00e1rido, colaborando assim, para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do Estado do Cear\u00e1 e do Nordeste do Brasil.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como posso agendar uma visita \u00e0 FUNCEME?<\/strong>\n<p>Para agendar uma visita, entre no endere\u00e7o de internet da FUNCEME (<a href=\"..\/\" title=\"FUNCEME\">www.funceme.br<\/a>), selecione a p\u00e1gina \u201cAcesso R\u00e1pido\u201d e em seguida a op\u00e7\u00e3o \u201cSolicita\u00e7\u00e3o de Visitas\u201d que dar\u00e1 acesso a um formul\u00e1rio a ser preenchido com informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 sua visita. O formul\u00e1rio tamb\u00e9m pode ser acessado diretamente atrav\u00e9s do endere\u00e7o <a href=\"..\/index.php\/solicitacao-de-visitas\" title=\"Solicita\u00e7\u00e3o de visitas\">http:\/\/www.funceme.br\/index.php\/solicitacao-de-visitas<\/a>. Informa\u00e7\u00f5es adicionais podem ser solicitadas diretamente ao setor de Atendimento ao Usu\u00e1rio, atrav\u00e9s do e-mail funceme@funceme.br ou pelo telefone (85) 3101-1098.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como eu fa\u00e7o para solicitar informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas espec\u00edficas \u00e0 FUNCEME?<\/strong>\n<p>A solicita\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas espec\u00edficas deve ser enviada ao e-mail funceme@funceme.br. Recomenda-se que seja informado um n\u00famero de telefone para contato. Para acompanhar seu pedido, pode-se contatar o setor de Atendimento ao Usu\u00e1rio atrav\u00e9s do telefone (85) 3101-1098.<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<h2>\u00c1REA DE METEOROLOGIA<\/h2>\n<ol>\n<li><strong>O que \u00e9 Meteorologia?<\/strong>\n<p>A Meteorologia \u00e9 a ci\u00eancia que estuda as condi\u00e7\u00f5es e o comportamento f\u00edsico da atmosfera terrestre, os fen\u00f4menos que nela ocorrem, tais como os movimentos das massas de ar e as precipita\u00e7\u00f5es, e suas intera\u00e7\u00f5es entre os estados din\u00e2micos, f\u00edsicos e qu\u00edmicos com a superf\u00edcie terrestre subjacente. Cada vez mais, o interesse pela Meteorologia tem aumentado em import\u00e2ncia econ\u00f4mica e social, principalmente, devido aos impactos que os eventos atmosf\u00e9ricos severos, tais como, <a href=\"http:\/\/funceme.br\/index.php\/areas\/tempo\/chuvas-diarias-municipios\" title=\"Chuvas\">chuvas<\/a> intensas, secas e estiagens, entre outros, produzem em v\u00e1rias atividades humanas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que significa tempo, sob o ponto de vista meteorol\u00f3gico?<\/strong>\n<p>O tempo meteorol\u00f3gico descreve o estado f\u00edsico da atmosfera em um determinado momento e lugar no que diz respeito a temperatura, umidade do ar, press\u00e3o atmosf\u00e9rica, nebulosidade, vento, precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 previs\u00e3o do tempo?<\/strong>\n<p>A previs\u00e3o do tempo consiste na utiliza\u00e7\u00e3o do conhecimento das condi\u00e7\u00f5es sin\u00f3ticas e din\u00e2micas da atmosfera, an\u00e1lise dos dados observacionais e resultados de modelos num\u00e9ricos, para antever o poss\u00edvel estado do tempo (geralmente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 precipita\u00e7\u00e3o e temperatura), em um determinado lugar, por algumas horas \u00e0 frente, no caso da <a href=\"..\/index.php\/areas\/tempo\/previsao-do-tempo\/previsao-diaria-do-tempo\" title=\"Funceme Previs\u00e3o Diaria\">previs\u00e3o<\/a> de curt\u00edssimo prazo, ou alguns dias (previs\u00e3o de curto prazo).<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>\u00c9 f\u00e1cil se fazer previs\u00e3o do tempo para o Cear\u00e1?<\/strong>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples, pois, o Cear\u00e1 est\u00e1 localizado na regi\u00e3o tropical, onde as varia\u00e7\u00f5es espaciais e temporais de temperatura e press\u00e3o atmosf\u00e9rica s\u00e3o muito pequenas, de modo que a an\u00e1lise destes par\u00e2metros, geralmente considerada na previs\u00e3o de tempo em latitudes mais altas, como no Sudeste e Sul, n\u00e3o pode ser aplicada na regi\u00e3o. Ao mesmo tempo, a din\u00e2mica da convec\u00e7\u00e3o formadora de nuvens geralmente se apresenta de forma r\u00e1pida e localizada, de modo que ainda n\u00e3o s\u00e3o muito bem representadas pelos modelos num\u00e9ricos de previs\u00e3o de tempo. Por\u00e9m, o detalhado conhecimento geoambiental local, acrescido da tecnologia adequada (uma ampla rede de monitoramento equipada com instrumentos de observa\u00e7\u00e3o variados e o uso de modelos atmosf\u00e9ricos de computador em constante aperfei\u00e7oamento), tem permitido a realiza\u00e7\u00e3o de previs\u00f5es de tempo cada vez mais precisas e confi\u00e1veis para o Cear\u00e1.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como a FUNCEME realiza a previs\u00e3o do tempo para o Cear\u00e1?<\/strong>\n<p>A <strong>FUNCEME<\/strong> aplica a mais avan\u00e7ada tecnologia para prever o comportamento da atmosfera sobre o Cear\u00e1. Seus meteorologistas utilizam o conhecimento detalhado das caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas e meteorol\u00f3gicas locais, dados meteorol\u00f3gicos observacionais, imagens de sat\u00e9lites e de radares meteorol\u00f3gicos, al\u00e9m dos resultados de modelos num\u00e9ricos de previs\u00e3o de tempo rodados na institui\u00e7\u00e3o e em outros centros de meteorologia do pa\u00eds e do exterior.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o do tempo, para o Estado do Cear\u00e1, \u00e9 elaborada diariamente, pela manh\u00e3, e atualizada \u00e0 tarde, e tem abrang\u00eancia de 24 horas. Complementarmente, \u00e9 disponibilizada uma previs\u00e3o da tend\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es de tempo no Estado, para 48 horas e 72 horas \u00e0 frente. Al\u00e9m da previs\u00e3o em si, s\u00e3o apresentadas as an\u00e1lises das condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas e dos sistemas meteorol\u00f3gicos atuantes e que afetam a ocorr\u00eancia ou aus\u00eancia de chuvas. Para a capital \u00e9 elaborada uma previs\u00e3o de tempo especial, atualizada duas vezes ao dia e com alcance para 24, 48 e 72 horas.<\/p>\n<p>Para os demais munic\u00edpios do Cear\u00e1 \u00e9 disponibilizada a previs\u00e3o gerada diretamente atrav\u00e9s do modelo num\u00e9rico da FUNCEME, com informa\u00e7\u00f5es para 24, 48 e 72 horas. S\u00e3o gerados meteogramas, que s\u00e3o gr\u00e1ficos que mostram a evolu\u00e7\u00e3o temporal das vari\u00e1veis meteorol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Todas estas previs\u00f5es s\u00e3o disponibilizadas no endere\u00e7o de internet da FUNCEME (<a href=\"..\/\" title=\"FUNCEME\">www.funceme.br<\/a>). Informa\u00e7\u00f5es adicionais podem ser obtidas atrav\u00e9s do telefone (85) 3101-1117, do N\u00facleo de Meteorologia da <strong>FUNCEME<\/strong> que est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da sociedade cearense de 8 as 12h e 13 as 17h, nos dias \u00fateis, e das 8 as 12h nos finais de semana e feriados.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>A previs\u00e3o do tempo feita pela FUNCEME, para o Cear\u00e1, \u00e9 mais precisa do que as previs\u00f5es feitas por outros \u00f3rg\u00e3os nacionais de meteorologia?<\/strong>\n<p>Sim, porque a FUNCEME utiliza conhecimentos mais regionalizados e mais espec\u00edficos, do Cear\u00e1, na elabora\u00e7\u00e3o de suas previs\u00f5es do tempo para o estado. Ela usa a sua rede pr\u00f3pria de monitoramento ambiental, os seus <a href=\"..\/index.php\/areas\/satelite-e-radar\/precipitacao-por-radar\" title=\"Funceme Radar\">radares<\/a> meteorol\u00f3gicos e outras ferramentas cient\u00edficas, que elevam a qualidade da previs\u00e3o feita localmente quando comparada \u00e0quelas realizadas por outros centros nacionais de meteorologia. Contudo, deve se observar que as previs\u00f5es de tempo est\u00e3o sujeitas a certo grau de incerteza decorrente do seu pr\u00f3prio car\u00e1ter n\u00e3o determin\u00edstico, em virtude da atmosfera de nosso planeta apresentar uma din\u00e2mica muito complexa dependente, tamb\u00e9m, de alguns fatores de ocorr\u00eancia aleat\u00f3ria e ca\u00f3tica, ainda n\u00e3o muito bem compreendidos e representados pela ci\u00eancia da meteorologia, principalmente pela modelagem atmosf\u00e9rica.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Quais imagens de sat\u00e9lites a FUNCEME utiliza para realizar a an\u00e1lise e a previs\u00e3o do tempo?<\/strong>\n<p>A FUNCEME usa imagens meteorol\u00f3gicas que s\u00e3o recebidas e processadas na pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o, sob licen\u00e7a especial da EUMETSAT (European Organization for the Exploitation of Meteorological Satellites), e fornecidas por moderno sat\u00e9lite geoestacion\u00e1rio europeu da s\u00e9rie Meteosat Segunda Gera\u00e7\u00e3o. Essas imagens, disponibilizadas em diversos canais espectrais, dentre os quais, os canais infravermelho, vis\u00edvel e vapor d\u00b4\u00e1gua, est\u00e3o dispon\u00edveis em intervalos de 15 minutos. Essas imagens permitem, dentre outros, o monitoramento dos sistemas meteorol\u00f3gicos e da umidade atmosf\u00e9rica, e podem ser combinadas, real\u00e7adas e coloridas para destacar particularidades especiais da atmosfera, tais como as temperaturas dos topos das nuvens e outras caracter\u00edsticas meteorol\u00f3gicas importantes \u00e0s an\u00e1lises e previs\u00f5es do tempo. Outra forma de analisar essas imagens \u00e9 utilizar uma sequ\u00eancia temporal e formar uma \u201canima\u00e7\u00e3o de imagens\u201d que permite se observar a din\u00e2mica das nuvens, seu deslocamento e a evolu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas, principalmente, quanto \u00e0 cobertura de nuvens.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 uma regi\u00e3o pluviometricamente homog\u00eanea?<\/strong>\n<p>\u00c9 aquela onde o regime de chuvas apresenta as mesmas caracter\u00edsticas. No Cear\u00e1, h\u00e1 uma grande variabilidade espacial da chuva, ou seja, a chuva costuma se distribuir diferentemente sobre distintas regi\u00f5es do Estado. A regi\u00e3o do Sert\u00e3o Central e os Inhamuns, por exemplo, apresenta uma precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia menor do que a regi\u00e3o do Litoral de Fortaleza. O estudo realizado por Xavier (2001) identificou oito macrorregi\u00f5es pluviometricamente homog\u00eaneas no Cear\u00e1: Litoral Norte, Ibiapaba, Litoral do Pec\u00e9m, Litoral de Fortaleza, Maci\u00e7o de Baturit\u00e9, Sert\u00e3o Central e Inhamuns, Jaguaribana e Cariri.<\/p>\n<p>XAVIER, T. M. B. S. Tempo de Chuva. Estudos clim\u00e1ticos e de previs\u00e3o para o Cear\u00e1 e Nordeste setentrional. Fortaleza: ABC Editora, 2001.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Que tipo de instrumentos meteorol\u00f3gicos a FUNCEME utiliza para registrar as chuvas sobre o Cear\u00e1?<\/strong>\n<p>Para medir a chuva acumulada a cada 24 horas, a FUNCEME disp\u00f5e uma densa rede de pluvi\u00f4metros convencionais, com mais de cinco centenas deles espalhados por todo o estado (nas sedes e nos distritos dos munic\u00edpios cearenses). Ela tamb\u00e9m possui mais de tr\u00eas dezenas de pluvi\u00f4metros autom\u00e1ticos que medem a precipita\u00e7\u00e3o em intervalos de tempo menores do que o per\u00edodo de um dia. Al\u00e9m disso, a FUNCEME utiliza, em v\u00e1rias regi\u00f5es do Cear\u00e1, mais de sete dezenas de modernas Plataformas Autom\u00e1ticas de Coletas de Dados (PCDs) que registram a chuva e outros par\u00e2metros meteorol\u00f3gicos, e uma dezena de disdr\u00f4metros que medem o tamanho e a velocidade de queda das gotas de chuva. Estes \u00faltimos s\u00e3o mais destinados a estudos meteorol\u00f3gicos especiais. S\u00e3o ainda usados dois radares meteorol\u00f3gicos para o monitoramento das chuvas no estado.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 um radar meteorol\u00f3gico?<\/strong>\n<p>O radar meteorol\u00f3gico \u00e9 um dispositivo para detec\u00e7\u00e3o ativa de alvos meteorol\u00f3gicos, tais como as nuvens. A detec\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada atrav\u00e9s de ondas eletromagn\u00e9ticas de alta freq\u00fc\u00eancia que ao atravessarem uma nuvem provocam resson\u00e2ncia em cada gota de \u00e1gua ou gelo, na mesma freq\u00fc\u00eancia da onda incidente, de tal forma que cada gota tamb\u00e9m produz ondas eletromagn\u00e9ticas que irradiam em todas as dire\u00e7\u00f5es. O tempo que essas ondas levam para retornar ao radar determina a dist\u00e2ncia dessas gotas e a intensidade do sinal de retorno define o tamanho e a distribui\u00e7\u00e3o das gotas da nuvem. Assim, o radar \u00e9 um instrumento de observa\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica de grande import\u00e2ncia na previs\u00e3o de tempo de curt\u00edssimo prazo, pois permite, com grande precis\u00e3o, localizar espacialmente a nuvem, monitorar sua evolu\u00e7\u00e3o, determinar suas propriedades, ou seja, sua natureza, intensidade, desenvolvimento e dura\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o radar permite estimar a precipita\u00e7\u00e3o associada \u00e0s nuvens que est\u00e3o sendo monitoradas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Quais radares meteorol\u00f3gicos a FUNCEME utiliza na observa\u00e7\u00e3o das chuvas?<\/strong>\n<p>A FUNCEME utiliza dois radares com caracter\u00edsticas e alcances diferentes. Um deles, de banda S, est\u00e1 localizado na Serra de Santa Maria, no munic\u00edpio de Quixeramobim, com alcance de 400 km e o outro (Banda X) na Universidade Estadual do Cear\u00e1 (UECE), em Fortaleza, com alcance de 120 km. Os dois radares s\u00e3o bastante apropriados para a observa\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, o radar banda-X apresenta resolu\u00e7\u00e3o espacial maior e \u00e9 mais adequado ao entendimento dos processos da f\u00edsica das nuvens. Toda a \u00e1rea do estado do Cear\u00e1 est\u00e1 coberta pelos radares. O radar banda S alcan\u00e7a at\u00e9 mesmo partes dos estados vizinhos, tais como o oeste do Rio Grande do Norte, da Para\u00edba e de Pernambuco, e o norte do Piau\u00ed. Contudo, devido, principalmente, \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do feixe do radar com a dist\u00e2ncia, a informa\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima do alcance m\u00e1ximo apresenta menor precis\u00e3o. Com a utiliza\u00e7\u00e3o do radar fica mais f\u00e1cil localizar as chuvas intensas e determinar com mais precis\u00e3o, por exemplo, que \u00e1reas de risco da Regi\u00e3o Metropolitana de Fortaleza poder\u00e3o sofrer com inunda\u00e7\u00e3o a partir da ocorr\u00eancia dessas chuvas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que significa 10 mm de chuva?<\/strong>\n<p>Significa que um volume de 10 litros de \u00e1gua precipitou sobre uma \u00e1rea de um metro quadrado. Nesse caso, a \u00e1gua da chuva alcan\u00e7a uma altura de 10 mil\u00edmetros. Normalmente a FUNCEME fornece os dados de sua rede pluviom\u00e9trica convencional, que considera o volume acumulado em 24 horas (das 7h da manh\u00e3 de um dia at\u00e9 as 7h da manh\u00e3 do dia seguinte). \u00c9 preciso observar que os efeitos de uma chuva, tais como transtornos devido a alagamentos, deslizamentos de terra ou outros, s\u00e3o maiores quanto menor for o tempo em que a chuva caiu. Assim, por exemplo, uma chuva de 100 mil\u00edmetros observada em um per\u00edodo de 6 horas provoca menos transtornos do que se fosse registrada em apenas uma hora.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como posso me informar sobre a chuva no meu munic\u00edpio?<\/strong>\n<p>No s\u00edtio da Internet da FUNCEME (www.funceme.br) h\u00e1 uma p\u00e1gina especial chamada \u201cChuvas Di\u00e1rias \u2013 Munic\u00edpios\u201d que, diariamente, traz informa\u00e7\u00f5es sobre chuvas acumuladas em 24 horas e registradas nas sedes e distritos dos munic\u00edpios cearenses atrav\u00e9s dos pluvi\u00f4metros mantidos pela FUNCEME ao longo do estado. H\u00e1, tamb\u00e9m, outra p\u00e1gina, intitulada \u201cChuvas Mensais \u2013 Munic\u00edpios\u201d, que relaciona os valores acumulados, mensais, de chuva (e os seus desvios relativos \u00e0s m\u00e9dias locais) para todos os postos pluviom\u00e9tricos espalhados pelos munic\u00edpios do Cear\u00e1. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel se visualizar na p\u00e1gina \u201cGr\u00e1fico de chuvas dos postos pluviom\u00e9tricos\u201d a incid\u00eancia e distribui\u00e7\u00e3o de chuvas sobre os postos pluviom\u00e9tricos para qualquer m\u00eas e para o per\u00edodo de janeiro a maio da \u00faltima d\u00e9cada monitorada, incluindo o ano corrente. Nessa mesma p\u00e1gina ainda \u00e9 poss\u00edvel se ver o gr\u00e1fico das 10 maiores chuvas do dia corrente. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 acessar o \u201cCalend\u00e1rio de Chuvas\u201d, que traz um panorama geral do m\u00eas corrente, com mapas coloridos, e permite verificar detalhes dos dias de interesse, al\u00e9m de possibilitar outros per\u00edodos passados.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como obtenho as s\u00e9ries hist\u00f3ricas de chuva de determinada localidade do Cear\u00e1?<\/strong>\n<p>A s\u00e9rie hist\u00f3rica de chuva de uma determinada localidade, ou de todos os postos pluviom\u00e9tricos operados pela FUNCEME pode ser obtida na p\u00e1gina \u201cDownload de S\u00e9ries Hist\u00f3ricas\u201d do endere\u00e7o da internet da FUNCEME (<a href=\"..\/\" title=\"FUNCEME\">www.funceme.br<\/a>).<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Quais servi\u00e7os e informa\u00e7\u00f5es adicionais a FUNCEME pode oferecer, dentro da \u00e1rea de meteorologia, al\u00e9m dos dispon\u00edveis na sua p\u00e1gina de Internet?<\/strong>\n<p>A FUNCEME pode fornecer an\u00e1lises e previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas mais espec\u00edficas e mais detalhadas abrangendo quaisquer locais ou \u00e1reas do Cear\u00e1. Ela tamb\u00e9m pode elaborar laudos t\u00e9cnicos explicando a ocorr\u00eancia de eventos de tempo especiais. A solicita\u00e7\u00e3o desses servi\u00e7os ou informa\u00e7\u00f5es adicionais pode ser feita por telefone (85 3101-1088), fax (85 3101-1097), correspond\u00eancia comum (a\/c N\u00facleo de Meteorologia &#8211; Av. Rui Barbosa, 1246 \u2013 Aldeota \u2013 Fortaleza &#8211; CE \u2013 CEP 60115-221) ou eletr\u00f4nica (funceme@funceme.br).<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 clima?<\/strong>\n<p>Diferentemente do tempo meteorol\u00f3gico, o clima corresponde a uma integra\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es do tempo em um per\u00edodo extenso em um determinado local ou \u00e1rea geogr\u00e1fica. O clima \u00e9 geralmente definido como o \u201ctempo meteorol\u00f3gico m\u00e9dio\u201d. Na sua caracteriza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita uma avalia\u00e7\u00e3o estat\u00edstica do comportamento do tempo, de um determinado lugar ou regi\u00e3o, sobre um per\u00edodo longo envolvendo meses, anos ou d\u00e9cadas. Quando as observa\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas englobam um per\u00edodo de tempo de 30 anos, a an\u00e1lise desses dados geram as normais climatol\u00f3gicas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como a FUNCEME elabora a previs\u00e3o do clima para o Cear\u00e1?<\/strong>\n<p>Para elaborar a previs\u00e3o de clima para o Cear\u00e1 s\u00e3o analisados os campos oce\u00e2nicos de grande escala, tais como aqueles referentes \u00e0s anomalias de temperatura da superf\u00edcie do mar envolvendo o oceano Atl\u00e2ntico tropical (com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 observa\u00e7\u00e3o do Dipolo de temperaturas que pode favorecer as chuvas no norte do Nordeste do Brasil) e o oceano Pac\u00edfico tropical (presen\u00e7a do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, temperaturas neutras ou fen\u00f4meno La Ni\u00f1a). Tamb\u00e9m s\u00e3o avaliados os campos atmosf\u00e9ricos de ventos em superf\u00edcie e em altitude, da press\u00e3o e da umidade do ar, dentre outros, e s\u00e3o considerados os resultados de modelos num\u00e9ricos globais e regionais processados no exterior (IRI, UK MetOffice, ECMWF, etc.) e no Brasil, rodados na FUNCEME, no CPTEC\/INPE e no INMET. Os modelos globais dessas tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es nacionais comp\u00f5em, desde janeiro de 2013, o Superconjunto Nacional de Modelos, que \u00e9 utilizado nas previs\u00f5es clim\u00e1ticas para o Cear\u00e1, Nordeste e outras regi\u00f5es brasileiras, gerando, de forma objetiva, as probabilidades, para cada uma das tr\u00eas categorias: acima da normal, normal e abaixo da normal. O progn\u00f3stico \u00e9 apresentado atrav\u00e9s das probabilidades, ou seja, do indicativo quanto \u00e0 chance de cada uma das categorias ocorrer, por causa das incertezas envolvidas nas an\u00e1lises. Este progn\u00f3stico, refere-se a precipita\u00e7\u00e3o de um trimestre \u00e0 frente. Por exemplo: em janeiro de cada ano \u00e9 feito o progn\u00f3stico sobre a precipita\u00e7\u00e3o acumulada no trimestre de fevereiro a abril.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Qual \u00e9 o per\u00edodo de chuvas do estado do Cear\u00e1?<\/strong>\n<p>O per\u00edodo principal de chuvas do Cear\u00e1, chamado de \u201cQuadra Chuvosa\u201d, refere-se aos meses de fevereiro a maio, sendo os meses de mar\u00e7o e abril normalmente os mais chuvosos. Em dezembro podem ocorrer algumas chuvas, principalmente no sul do Cear\u00e1, mais especificamente na regi\u00e3o do Cariri. Janeiro tende a apresentar chuvas geralmente mais significativas e mais generalizadas sobre o estado do que dezembro, caracterizando a chamada \u201cPr\u00e9-esta\u00e7\u00e3o Chuvosa\u201d. A partir de junho at\u00e9 julho tem-se a \u201cP\u00f3s-esta\u00e7\u00e3o Chuvosa\u201d, com volumes de chuva menores do que os registrados na Quadra Chuvosa. O primeiro semestre do ano compreende a quase totalidade das chuvas sobre o estado, sendo o segundo semestre considerado muito pouco chuvoso. Outro importante ponto a destacar \u00e9 a alta taxa de evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua no estado do Cear\u00e1, que rapidamente leva, com a falta de chuvas, \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da umidade do solo e a queda do n\u00edvel dos reservat\u00f3rios h\u00eddricos.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Qual \u00e9 o principal sistema meteorol\u00f3gico indutor de chuvas no Cear\u00e1?<\/strong>\n<p>\u00c9 a Zona de Converg\u00eancia Intertropical (ZCIT), que corresponde \u00e0 banda de nuvens que se forma na regi\u00e3o de baixa press\u00e3o atmosf\u00e9rica situada pr\u00f3xima do equador planet\u00e1rio, resultante do encontro dos ventos al\u00edsios provenientes dos hemisf\u00e9rios sul e norte do planeta. A ZCIT atua durante a Quadra Chuvosa do Cear\u00e1, quando ela atinge a posi\u00e7\u00e3o mais a sul. Seu posicionamento depende de condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis de temperatura da superf\u00edcie do oceano Atl\u00e2ntico. Geralmente, a ZCIT provoca chuvas generalizadas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Por que n\u00e3o s\u00e3o inclu\u00eddas as chuvas de pr\u00e9-esta\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-esta\u00e7\u00e3o nas previs\u00f5es clim\u00e1ticas feitas pela FUNCEME?<\/strong>\n<p>Porque os sistemas meteorol\u00f3gicos que provocam chuva nesse per\u00edodo s\u00e3o de dif\u00edcil previs\u00e3o, e n\u00e3o podem ser prognosticados al\u00e9m de alguns dias \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Durante a pr\u00e9-esta\u00e7\u00e3o chuvosa, o sistema meteorol\u00f3gico principal atuante \u00e9 chamado de V\u00f3rtice Cicl\u00f4nico de Altos N\u00edveis (VCAN), que se configura com um formato circular, fechado, na alta troposfera. O centro desse extenso sistema \u00e9 caracterizado por m\u00ednima presen\u00e7a de nuvens e movimento descendente de ar, o que impede a forma\u00e7\u00e3o de nuvens e leva a condi\u00e7\u00f5es de c\u00e9u claro. Suas bordas apresentam ascend\u00eancia de ar gerando nuvens precipitantes, principalmente na dire\u00e7\u00e3o do movimento do sistema. Os VCANs s\u00e3o mais frequentes em janeiro, por\u00e9m podem ser observados tamb\u00e9m no in\u00edcio da Quadra Chuvosa, principalmente no m\u00eas de fevereiro, e at\u00e9 mesmo em mar\u00e7o, por\u00e9m, nesse caso, com menor frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Na p\u00f3s-esta\u00e7\u00e3o chuvosa o Cear\u00e1, a precipita\u00e7\u00e3o observada est\u00e1 associada, principalmente, a um sistema meteorol\u00f3gico conhecido como dist\u00farbios ondulat\u00f3rios de leste, ou Ondas de Leste, que podem atingir, com nuvens de chuva, algumas regi\u00f5es cearenses tais como a Jaguaribana, parte do Sert\u00e3o Central e a faixa litor\u00e2nea. As chuvas da p\u00f3s-esta\u00e7\u00e3o s\u00e3o, em geral, mais localizadas e de r\u00e1pida dura\u00e7\u00e3o, por\u00e9m podem alcan\u00e7ar grande intensidade.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>\u00c9 adequado se falar em inverno no Cear\u00e1?<\/strong>\n<p>\u00c9 comum, no Cear\u00e1, chamar a esta\u00e7\u00e3o chuvosa de \u201cinverno\u201d ou mesmo, quadra \u201cinvernosa\u201d, no entanto, este per\u00edodo, n\u00e3o corresponde \u00e0 esta\u00e7\u00e3o do ano conhecida como \u201cinverno\u201d, que se refere, no Brasil, aos meses de junho, julho e agosto. Acredita-se que o termo \u201cinverno\u201d tem sido usado, popularmente, para nomear o per\u00edodo da Quadra Chuvosa do Cear\u00e1 devido ao aumento da cobertura de nuvens (encobertando o Sol), maior frequ\u00eancia de chuvas e o abrandamento que ocorre nas altas temperaturas ap\u00f3s alguns eventos de chuvas. Este abrandamento na temperatura lembra, mesmo que vagamente, a \u00e9poca da esta\u00e7\u00e3o mais fria do ano no Brasil, quando, nas latitudes mais altas, como por exemplo, nos estados da Regi\u00e3o Sul, as temperaturas caem drasticamente.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Quais s\u00e3o as m\u00e9dias climatol\u00f3gicas de chuva mensais do primeiro semestre do Cear\u00e1?<\/strong>\n<p>Considerando os dados do per\u00edodo de 1980 a 2009, a m\u00e9dia climatol\u00f3gica mensal da precipita\u00e7\u00e3o para o Estado do Cear\u00e1 para o m\u00eas de janeiro \u00e9 de 98,7 mm, em fevereiro de 127,1 mm, em mar\u00e7o de 206,2 mm, em abril de 184,3 mm, em maio de 89,9 mm, junho de 37,5 mm e julho de apenas 15,4 mm. O per\u00edodo da Quadra Chuvosa (de fevereiro a maio) apresenta uma m\u00e9dia estadual de 607,5 mm.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Que regi\u00f5es do Cear\u00e1 apresentam as maiores m\u00e9dias pluviom\u00e9tricas na Quadra Chuvosa?<\/strong>\n<p>A regi\u00e3o que recebe mais precipita\u00e7\u00e3o, em m\u00e9dia, no Cear\u00e1, segundo a climatologia do per\u00edodo de 1980 a 2009 \u00e9 o litoral de Fortaleza, seguido do Litoral Norte, Maci\u00e7o de Baturit\u00e9, Litoral do Pec\u00e9m, Ibiapaba, Cariri e regi\u00e3o Jaguaribana. O Sert\u00e3o Central e Inhamuns normalmente apresenta a menor m\u00e9dia pluviom\u00e9trica do estado. A m\u00e9dia para o Litoral de Fortaleza se situa em 806,1 mm e para o Sert\u00e3o Central e Inhamuns em 502,9 mm.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como posso saber a distribui\u00e7\u00e3o das chuvas no Cear\u00e1, ao longo do tempo, no Estado como um todo, em termos das regi\u00f5es climatologicamente homog\u00eaneas, regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas, munic\u00edpios, sub-bacias hidrogr\u00e1ficas e reservat\u00f3rios?<\/strong>\n<p>Essas informa\u00e7\u00f5es podem ser encontradas na p\u00e1gina de Internet da FUNCEME chamada \u201cCalend\u00e1rio das Chuvas\u201d. Nessa p\u00e1gina, pode-se, por exemplo, comparar a pluviometria m\u00e9dia sobre o Cear\u00e1, ano a ano, escolhendo-se as op\u00e7\u00f5es \u201cEstado do Cear\u00e1\u201d, \u201cM\u00e9dia\u201d e \u201cAnual\u201d.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Se chover no dia de S\u00e3o Jos\u00e9 (19 de mar\u00e7o) a esta\u00e7\u00e3o chuvosa no Cear\u00e1 ser\u00e1 boa?<\/strong>\n<p>N\u00e3o necessariamente. A an\u00e1lise da s\u00e9rie de dados de precipita\u00e7\u00e3o da FUNCEME mostrou que ocorr\u00eancia de chuva, exatamente no dia de S\u00e3o Jos\u00e9, n\u00e3o tem correla\u00e7\u00e3o com a qualidade da Quadra Chuvosa. Tem-se o registro de anos em que n\u00e3o choveu no dia de S\u00e3o Jos\u00e9 e a Quadra Chuvosa se revelou acima da normal e anos em que se observou chuva no dia de S\u00e3o Jos\u00e9 e a Quadra Chuvosa se configurou abaixo da normal climatol\u00f3gica. Em 2013, por exemplo, no dia de S\u00e3o Jos\u00e9 houve registro de precipita\u00e7\u00e3o em quase todo Estado, por\u00e9m, a Quadra Chuvosa ficou 37,7% abaixo da normal climatol\u00f3gica correspondente ao per\u00edodo 1980 \u2013 2009.<\/p>\n<p>Uma explica\u00e7\u00e3o para esta cren\u00e7a popular pode estar associada ao fato que essa data coincide com o equin\u00f3cio de outono, que \u00e9 quando o Sol cruza o equador terrestre em dire\u00e7\u00e3o ao Hemisf\u00e9rio Norte. Isso significa que desde o ver\u00e3o at\u00e9 a \u00e9poca do equin\u00f3cio do outono, o Sol esteve aquecendo o Hemisf\u00e9rio Sul, assim, as \u00e1guas oce\u00e2nicas do Atl\u00e2ntico tropical sul tendem a se manter aquecidas por algum tempo, mesmo ap\u00f3s a passagem do Sol, em virtude de sua grande capacidade de reten\u00e7\u00e3o de calor. Esse padr\u00e3o favorece a ocorr\u00eancia de precipita\u00e7\u00e3o. Note-se que esse \u00e9 um dos motivos pelos quais os meses de mar\u00e7o e abril apresentam as maiores m\u00e9dias climatol\u00f3gicas mensais no Estado do Cear\u00e1. Da\u00ed, a percep\u00e7\u00e3o e a tend\u00eancia a associar o dia de S\u00e3o Jos\u00e9 com uma boa Quadra Chuvosa. Com o deslocamento do Sol para o Hemisf\u00e9rio Norte, ocorre uma progressiva diminui\u00e7\u00e3o das chuvas no Cear\u00e1, devido ao resfriamento das \u00e1guas oce\u00e2nicas ao sul do equador.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 um veranico?<\/strong>\n<p>O veranico \u00e9 definido como um per\u00edodo de dias consecutivos com total aus\u00eancia, ou com precipita\u00e7\u00e3o reduzida, em uma determinada regi\u00e3o, durante sua esta\u00e7\u00e3o chuvosa. H\u00e1 variadas defini\u00e7\u00f5es sobre o per\u00edodo m\u00ednimo e tamb\u00e9m sobre a quantidade m\u00ednima de precipita\u00e7\u00e3o a ser considerada para classificar como veranico. Os autores Assad e Sano (1998), por exemplo, caracterizam o veranico, como sendo um per\u00edodo de pelo menos cinco dias consecutivos em que a precipita\u00e7\u00e3o di\u00e1ria ficou abaixo de 1 mm. Assim, o veranico indica uma irregularidade temporal da precipita\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma caracter\u00edstica bastante comum no regime de chuva cearense, principalmente, em anos cuja esta\u00e7\u00e3o chuvosa apresenta precipita\u00e7\u00e3o abaixo da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Assad, E.D.; Sano, E.E. Sistema de informa\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas &#8211; Aplica\u00e7\u00f5es na agricultura. 2.ed. Bras\u00edlia: EMBRAPA-CPAC, 1998. 434p.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 uma seca?<\/strong>\n<p>Existem v\u00e1rios significados para o termo. Seca pluviom\u00e9trica significa chuvas em quantidades reduzidas (abaixo da m\u00e9dia climatol\u00f3gica) ou aus\u00eancia de chuvas. Seca hidrol\u00f3gica significa pouca ou nenhuma acumula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nos reservat\u00f3rios h\u00eddricos. Seca agr\u00edcola significa chuvas insuficientes ou com distribui\u00e7\u00e3o no tempo e no espa\u00e7o de forma prejudicial \u00e0 lavoura (este \u00faltimo caso \u00e9 tamb\u00e9m comumente chamado de \u201cseca verde\u201d). A seca agr\u00edcola est\u00e1 relacionada \u00e0 seca ed\u00e1fica, que \u00e9 aquela caracterizada pela baixa umidade superficial do solo. Num sentido mais sociol\u00f3gico, a seca \u00e9 entendida como a intera\u00e7\u00e3o entre um fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico (pouca ou nenhuma chuva) e uma determinada condi\u00e7\u00e3o social (pouca capacidade de adapta\u00e7\u00e3o, por parte de determinada popula\u00e7\u00e3o, aos impactos causados por poucas chuvas).<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 o Dipolo do Atl\u00e2ntico?<\/strong>\n<p>O Dipolo do Atl\u00e2ntico se refere \u00e0 diferen\u00e7a entre as anomalias de temperaturas da superf\u00edcie do oceano Atl\u00e2ntico tropical norte e sul, que pode favorecer ou n\u00e3o a atua\u00e7\u00e3o da Zona de Converg\u00eancia Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de chuvas no norte do Nordeste do Brasil, incluindo no estado do Cear\u00e1. Diz-se que h\u00e1 um Dipolo favor\u00e1vel \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da ZCIT quando o campo de anomalias de temperaturas da superf\u00edcie do mar se mostra mais aquecido ao sul do equador e menos aquecido ao norte. A situa\u00e7\u00e3o inversa caracteriza o Dipolo desfavor\u00e1vel que tende a manter a ZCIT afastada do norte do Nordeste, escasseando as precipita\u00e7\u00f5es nessa regi\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que significa El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a?<\/strong>\n<p>O El Ni\u00f1o \u00e9 um fen\u00f4meno oce\u00e2nico caracterizado pelo aquecimento anormal das \u00e1guas do oceano Pac\u00edfico equatorial, pr\u00f3ximo \u00e0 costa da Am\u00e9rica do Sul. Esta condi\u00e7\u00e3o, em muitos casos, contribuiu para a redu\u00e7\u00e3o das chuvas, no setor norte do Nordeste brasileiro, incluindo o Estado do Cear\u00e1. A La Ni\u00f1a \u00e9 o oposto do El Ni\u00f1o, ou seja, um resfriamento anormal das \u00e1guas do oceano Pac\u00edfico equatorial, pr\u00f3ximo \u00e0 costa da Am\u00e9rica do Sul. Normalmente, a La Ni\u00f1a n\u00e3o prejudica as chuvas no setor norte do Nordeste, incluindo no estado do Cear\u00e1.<\/p>\n<p>Contudo, apesar desses padr\u00f5es observados no oceano Pac\u00edfico serem importantes, o exemplo de 2012 (quando tivemos uma situa\u00e7\u00e3o de La Ni\u00f1a e a esta\u00e7\u00e3o chuvosa se configurou abaixo da m\u00e9dia) nos mostra que as condi\u00e7\u00f5es do oceano Atl\u00e2ntico s\u00e3o decisivas para definir a qualidade da esta\u00e7\u00e3o chuvosa no Estado.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Dipolo do Atl\u00e2ntico, El Ni\u00f1o ou La Ni\u00f1a \u2013 qual deles tem maior influ\u00eancia sobre as chuvas na Quadra Chuvosa cearense?<\/strong>\n<p>O Dipolo do Atl\u00e2ntico, por ser observado em \u00e1guas oce\u00e2nicas pr\u00f3ximas \u00e0 costa do Nordeste brasileiro tem influ\u00eancia maior e mais direta sobre a qualidade da Quadra Chuvosa do Cear\u00e1.<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<h2>\u00c1REA DE RECURSOS H\u00cdDRICOS<\/h2>\n<ol>\n<li><strong>Como a FUNCEME estuda as \u00e1guas em rela\u00e7\u00e3o a sua qualidade?<\/strong>\n<p>Realizando trabalhos que avaliam os ind\u00edcios locais de polui\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da coleta da \u00e1gua, interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados, identifica\u00e7\u00e3o das fontes de polui\u00e7\u00e3o e seus impactos na \u00e1gua e apontando alternativas que possibilitem a redu\u00e7\u00e3o ou mesmo eliminem os efeitos da polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como \u00e9 feito o levantamento das informa\u00e7\u00f5es sobre a qualidade das \u00e1guas pela FUNCEME?<\/strong>\n<p>O levantamento de informa\u00e7\u00f5es sobre a qualidade da \u00e1gua pode se dar por coleta de amostras de \u00e1guas em frascos de vidro ou polietileno que s\u00e3o encaminhados a laborat\u00f3rio credenciado para an\u00e1lise e\/ou atrav\u00e9s de equipamentos que me\u00e7am os indicadores da qualidade da \u00e1gua no local. Todo esse processo requer conhecimentos t\u00e9cnicos espec\u00edficos.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Qual o objetivo dos estudos realizados pela FUNCEME nos recursos h\u00eddricos superficiais?<\/strong>\n<p>Os estudos visam principalmente caracterizar as potencialidades e disponibilidades dos recursos h\u00eddricos superficiais em termos de quantidade e qualidade e tamb\u00e9m estudar processos envolvidos no ciclo hidrol\u00f3gico.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Qual a fun\u00e7\u00e3o da FUNCEME no SIGERH?<\/strong>\n<p>A FUNCEME vem fornecendo para o Sistema de Gest\u00e3o dos Recursos H\u00eddricos do Estado do Cear\u00e1 \u2013 SIGERH, subs\u00eddios para o monitoramento e gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, atrav\u00e9s de estudos e pesquisas, tanto em n\u00edvel regional como local, do comportamento dos diversos componentes do ciclo hidrol\u00f3gico, tanto nos seus aspectos quantitativos como qualitativos.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>A FUNCEME faz fiscaliza\u00e7\u00e3o nos recursos h\u00eddricos?<\/strong>\n<p>N\u00e3o, a FUNCEME d\u00e1 suporte \u00e0 institui\u00e7\u00f5es para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e planejamento de a\u00e7\u00f5es de gerenciamento dos recursos h\u00eddricos.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 uma Bacia Hidrogr\u00e1fica?<\/strong>\n<p>A bacia hidrogr\u00e1fica \u00e9 a unidade territorial para implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos e atua\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos H\u00eddricos \u00c9 a \u00e1rea que come\u00e7a nas cabeceiras e vai at\u00e9 a foz de um rio, incluindo todos os seus afluentes.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 um Comit\u00ea de Bacia Hidrogr\u00e1fica?<\/strong>\n<p>Comit\u00ea de Bacia Hidrogr\u00e1fica \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o colegiado da gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos, com atribui\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter normativo, consultivo e deliberativo e integra o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos H\u00eddricos. Os Comit\u00eas devem integrar as a\u00e7\u00f5es de todos os Governos, seja no \u00e2mbito dos Munic\u00edpios, do Estado ou da Uni\u00e3o; propiciar o respeito aos diversos ecossistemas naturais; promover a conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o dos corpos d&#8217;\u00e1gua e garantir a utiliza\u00e7\u00e3o racional e sustent\u00e1vel dos recursos h\u00eddricos.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como s\u00e3o compostos os Comit\u00eas?<\/strong>\n<p>Os Comit\u00eas de Bacias Hidrogr\u00e1ficas s\u00e3o compostos por representantes de \u00f3rg\u00e3os e entidades p\u00fablicas com interesses na gest\u00e3o, oferta, controle e prote\u00e7\u00e3o e uso dos recursos h\u00eddricos, bem como representantes dos munic\u00edpios contidos na Bacia Hidrogr\u00e1fica correspondente, dos usu\u00e1rios das \u00e1guas e representantes da Sociedade Civil com a\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de recursos h\u00eddricos, atrav\u00e9s de suas entidades associativas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>A FUNCEME participa dos Comit\u00eas de Bacia?<\/strong>\n<p>Sim, a FUNCEME tem representantes nos seguintes comit\u00eas: CBH-Metropolitana, CBH- Banabui\u00fa, CBH-M\u00e9dio Jaguaribe e CBH- Baixo Jaguaribe.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 \u00e1gua pot\u00e1vel?<\/strong>\n<p>A \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e9 aquela que pode ser consumida sem risco para a sa\u00fade. A potabilidade da \u00e1gua tem que atender a determinados requisitos de natureza f\u00edsica, qu\u00edmica e biol\u00f3gica.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Quais as principais doen\u00e7as causadas pela \u00e1gua polu\u00edda?<\/strong>\n<p>A \u00e1gua polu\u00edda pode causar doen\u00e7as como c\u00f3lera, disenteria, hepatite, ameb\u00edase e outras.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O aterro sanit\u00e1rio pode comprometer a qualidade das \u00e1guas de um rio?<\/strong>\n<p>O Aterro Sanit\u00e1rio \u00e9 um local constru\u00eddo especialmente para receber e tratar o lixo, onde este \u00e9 colocado em camadas cobertas com material inerte, geralmente terra, de modo a evitar danos ou riscos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica e \u00e0 seguran\u00e7a, minimizando os impactos ambientais. Antes de se projetar o aterro, s\u00e3o feitos estudos para selecionar a \u00e1rea a ser destinada para que sua instala\u00e7\u00e3o n\u00e3o comprometa o meio ambiente.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que s\u00e3o os Agrot\u00f3xicos?<\/strong>\n<p>Os agrot\u00f3xicos s\u00e3o subst\u00e2ncias qu\u00edmicas (herbicidas, pesticidas, horm\u00f4nios e adubos qu\u00edmicos) utilizadas em produtos agr\u00edcolas e pastagens, com a finalidade de alterar a composi\u00e7\u00e3o destes e, assim, preserv\u00e1-los da a\u00e7\u00e3o danosa de seres vivos ou subst\u00e2ncias nocivas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Os agrot\u00f3xicos causam danos ao meio ambiente?<\/strong>\n<p>Quando bem utilizados, os agrot\u00f3xicos impedem a a\u00e7\u00e3o de seres nocivos, sem estragar os alimentos. Por\u00e9m, se os agricultores n\u00e3o tiverem alguns cuidados durante o manuseio ou extrapolarem no tempo de a\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos, estes podem afetar o ambiente e a sa\u00fade, causando polui\u00e7\u00e3o nos recursos h\u00eddricos e intoxica\u00e7\u00f5es nas pessoas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que podemos fazer para n\u00e3o usar os Agrot\u00f3xicos?<\/strong>\n<p>Podemos incentivar o uso da agricultura org\u00e2nica. Na Agricultura org\u00e2nica, os alimentos s\u00e3o produzidos em total harmonia com a natureza, pois \u00e9 o resultado de um sistema de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que busca trabalhar de forma equilibrada o solo e os recursos naturais &#8211; \u00e1gua, plantas, animais, insetos, rotatividade do solo, etc. Os produtos org\u00e2nicos s\u00e3o conhecidos por n\u00e3o terem res\u00edduos de agrot\u00f3xicos, fertilizantes sint\u00e9ticos, reguladores de crescimento e aditivos para a alimenta\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 um aqu\u00edfero?<\/strong>\n<p>\u00c9 uma unidade geol\u00f3gica saturada que fornece \u00e1gua a po\u00e7os e nascentes em propor\u00e7\u00e3o suficiente, de modo que possam servir como proveitosas fontes de abastecimento. Para ser classificado como aqu\u00edfero, uma forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica deve conter poros ou espa\u00e7os abertos repletos de \u00e1gua e permitir que a \u00e1gua mova-se atrav\u00e9s deles.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Que outros nomes podem ser chamados os aqu\u00edferos?<\/strong>\n<p>Forma\u00e7\u00f5es aqu\u00edferas; len\u00e7\u00f3is aqu\u00edferos; reservat\u00f3rios de \u00e1gua subterr\u00e2nea.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como podem ser classificados os aqu\u00edferos com rela\u00e7\u00e3o ao tipo de rocha armazenadora?<\/strong>\n<p>a) aqu\u00edfero cont\u00ednuo (porosidade prim\u00e1ria) \u2013 associado \u00e0s rochas sedimentares; b) aqu\u00edfero descont\u00ednuo (porosidade secund\u00e1ria) \u2013 associado principalmente \u00e0s rochas \u00edgneas e metam\u00f3rfica, haja vista que o calc\u00e1rio de origem sedimentar, em algumas situa\u00e7\u00f5es possa apresentar porosidade secund\u00e1ria).<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Qual a diferen\u00e7a entre porosidade prim\u00e1ria e secund\u00e1ria?<\/strong>\n<p>A porosidade prim\u00e1ria \u00e9 gerada junto ao sedimento ou rocha. J\u00e1 a porosidade secund\u00e1ria se desenvolve depois da forma\u00e7\u00e3o das rochas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Qual a diferen\u00e7a na perfura\u00e7\u00e3o de um po\u00e7o tubular no ambiente sedimentar ou cristalino?<\/strong>\n<p>A diferen\u00e7a principal est\u00e1 no aspecto construtivo do po\u00e7o: no ambiente sedimentar (por ser ambiente poroso), requer custos adicionais do tipo: tubo de revestimento, filtros, pr\u00e9-filtros (cascalhos), centralizadores, tamp\u00e3o (no final do furo), e cimenta\u00e7\u00e3o (no in\u00edcio e final do furo); j\u00e1 no ambiente cristalino requer no manto de altera\u00e7\u00e3o da rocha (camada inicial) somente cimenta\u00e7\u00e3o e tubo de revestimento, haja vista que o restante do furo \u00e9 em rocha dura, sem risco de desmoronamento das paredes do furo.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 superf\u00edcie potenciom\u00e9trica e n\u00edvel fre\u00e1tico?<\/strong>\n<p>\u00c9 uma superf\u00edcie virtual ou imagin\u00e1ria que representa o n\u00edvel da \u00e1gua do aqu\u00edfero e que indica o n\u00edvel de energia mec\u00e2nica da \u00e1gua. \u00c9 formada pela uni\u00e3o das cargas hidr\u00e1ulicas medidas nos po\u00e7os instalados num determinado aqu\u00edfero. Para um aqu\u00edfero fre\u00e1tico (livre) a zona saturada encontrase sob press\u00e3o atmosf\u00e9rica, e a coluna d\u2019\u00e1gua do po\u00e7o (sem bombeamento) estabiliza no que \u00e9 chamado de n\u00edvel fre\u00e1tico.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 a umidade do solo disponibilizada na p\u00e1gina da FUNCEME?<\/strong>\n<p>\u00c9 o total de umidade contida no primeiro metro de profundidade dos solos onde est\u00e3o localizados os pluvi\u00f4metros da FUNCEME. Se o solo em quest\u00e3o tiver menos de 1 metro de profundidade a umidade se refere ao solo completo. Ela \u00e9 dada em termos de percentuais das capacidades m\u00e1ximas de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua dos solos e \u00e9 estimada atrav\u00e9s de um modelo matem\u00e1tico chamado MUSAG, desenvolvido na pr\u00f3pria FUNCEME, que o faz a partir de um balan\u00e7o h\u00eddrico di\u00e1rio do solo.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 o modelo MUSAG?<\/strong>\n<p>MUSAG \u00e9 a sigla para Modelo de Umidade do Solo para Atividades aGr\u00edcolas. \u00c9 um modelo matem\u00e1tico que faz um balan\u00e7o h\u00eddrico do solo levando em conta a precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica, a evapotranspira\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia e caracter\u00edsticas f\u00edsico-h\u00eddricas dos solos em diversos postos pluviom\u00e9tricos operados pela FUNCEME. Os principais produtos do MUSAG, que est\u00e3o dispon\u00edveis na p\u00e1gina da FUNCEME, s\u00e3o o mapa de umidade do solo, onde a umidade \u00e9 apresentada como o percentual de umidade do solo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade m\u00e1xima de armazenamento de \u00e1gua no solo, e o n\u00famero de dias para o d\u00e9ficit h\u00eddrico, que representa o n\u00famero de dias para que um cultivo iniciado no dia de emiss\u00e3o do mapa entre em condi\u00e7\u00f5es de d\u00e9ficit h\u00eddrico na suposi\u00e7\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o das chuvas. Os valores s\u00e3o calculados pontualmente para cada posto pluviom\u00e9trico e em seguida interpolados e apresentados sob forma de mapas com os valores pontuais calculados tamb\u00e9m apresentados.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 balan\u00e7o h\u00eddrico do solo?<\/strong>\n<p>O balan\u00e7o h\u00eddrico do solo \u00e9 como se fosse a movimenta\u00e7\u00e3o de sua conta banc\u00e1ria. A umidade do solo de um certo dia \u00e9 a umidade do solo do dia anterior acrescido do total de chuva do dia, descontando a quantidade da chuva que escoou pela superf\u00edcie, o total de umidade que ultrapassou, por percola\u00e7\u00e3o, a profundidade de controle (no caso, at\u00e9 um metro) e o total de umidade que foi perdida por evapotranspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 evapotranspira\u00e7\u00e3o?<\/strong>\n<p>\u00c9 o total de \u00e1gua perdida pelo solo devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas da atmosfera, tais como radia\u00e7\u00e3o solar, velocidade do vento e umidade do ar, e ao consumo de \u00e1gua pelas plantas presentes no solo.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 coeficiente de cultura (Kc)?<\/strong>\n<p>Tamb\u00e9m conhecido como coeficiente de cultivo, \u00e9 a raz\u00e3o entre a evapotranspira\u00e7\u00e3o real de uma cultura, quando a mesma se encontra em condi\u00e7\u00f5es \u00f3timas de umidade do solo, e a evapotranspira\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia (ETo). O Kc \u00e9 dado em forma de uma curva em fun\u00e7\u00e3o do tempo, onde seus valores mudam de acordo com a fase fenol\u00f3gica em que a cultura se encontra. Assim o Kc dos primeiros dias ap\u00f3s o plantio tem um valor m\u00ednimo. Na fase de desenvolvimento da planta seu valor aumenta at\u00e9 chegar a um m\u00e1ximo na fase de flora\u00e7\u00e3o e enchimento dos gr\u00e3os. Na fase de matura\u00e7\u00e3o o valor do Kc geralmente tem seu valor diminu\u00eddo.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 evapotranspira\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia (ETo) ?<\/strong>\n<p>\u00c9 um valor de evapotranspira\u00e7\u00e3o de uma certa cultura, em condi\u00e7\u00f5es \u00f3timas de umidade do solo, tomada como refer\u00eancia. Seu conhecimento \u00e9 fundamental para a elabora\u00e7\u00e3o das curvas do Kc das demais culturas. A ETo mais utilizada \u00e9 a de uma grama com caracter\u00edsticas bem definidas, cujos valores podem ser estimados atrav\u00e9s de f\u00f3rmulas matem\u00e1ticas onde somente as vari\u00e1veis clim\u00e1ticas influenciam seus valores. A f\u00f3rmula mais comumente aceita e precisa \u00e9 a f\u00f3rmula de Penman\/ Monteith.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Qual a import\u00e2ncia da curva do Kc para os irrigantes?<\/strong>\n<p>O conhecimento da curva do Kc de uma determinada cultura \u00e9 essencial para os irrigantes para que os mesmos, de posse somente dos valores das vari\u00e1veis clim\u00e1ticas do local do plantio, possam calcular os valores de ETo e em seguida possam estimar os valores da evapotranspira\u00e7\u00e3o real da cultura para cada per\u00edodo do plantio de forma a poderem repor esta perda de \u00e1gua atrav\u00e9s da irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>A Funceme disponibiliza algum aplicativo para ajudar os irrigantes?<\/strong>\n<p>Sim. Na p\u00e1gina da FUNCEME na internet, selecione a op\u00e7\u00e3o \u201cProdutos e Servi\u00e7os\u201d e depois o item \u201cAgricultura\u201d e clicando em \u201cSIMIC\u201d o usu\u00e1rio \u00e9 levado a p\u00e1gina do Projeto SIMIC (Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Meteorol\u00f3gicas para Irriga\u00e7\u00e3o no Cear\u00e1) de onde poder\u00e1 acessar o aplicativo online de manejo de irriga\u00e7\u00e3o clicando em \u201cC\u00e1lculo otimizado das necessidades de irriga\u00e7\u00e3o\u201d. A p\u00e1gina inicial do aplicativo de manejo de irriga\u00e7\u00e3o mostra uma mapa do Cear\u00e1 com alguns valores de ETo nos locais onde est\u00e3o localizadas as esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas autom\u00e1ticas da FUNCEME. Clicando numa das esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas, representadas pelos valores num\u00e9ricos da vari\u00e1vel meteorol\u00f3gica escolhida na caixa de sele\u00e7\u00e3o acima do mapa, o usu\u00e1rio ter\u00e1 acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre a Evapotranspira\u00e7\u00e3o de Refer\u00eancia (ET0), calculada pelo m\u00e9todo Pennman\/Monteith (FAO &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura), bem como os dados meteorol\u00f3gicos da esta\u00e7\u00e3o selecionada utilizados no c\u00e1lculo e, atrav\u00e9s do envio de informa\u00e7\u00f5es sobre o seu sistema de irriga\u00e7\u00e3o e a cultura plantada, voc\u00ea receber\u00e1 orienta\u00e7\u00f5es sobre a l\u00e2mina bruta de irriga\u00e7\u00e3o e\/ou tempo de irriga\u00e7\u00e3o a ser aplicada. O manejo de irriga\u00e7\u00e3o sugerido assume que o irrigante aplicou um montante de \u00e1gua no solo no dia do plantio suficiente para o que o solo chegasse \u00e0 capacidade de campo.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>A FUNCEME disponibiliza algum produto que auxilia a agricultura de sequeiro?<\/strong>\n<p>Sim. Al\u00e9m dos produtos do modelo MUSAG que d\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o de umidade dos solos em todo o Estado em tempo real, o que pode auxiliar os agricultores sobre a decis\u00e3o de quando iniciar os plantios, est\u00e1 dispon\u00edvel na p\u00e1gina da FUNCEME o aplicativo \u201cProbabilidade de Lucros em Plantios\u201d. Este aplicativo indica aos agricultores as melhores \u00e9pocas para o plantio mostrando as probabilidades de obten\u00e7\u00e3o de lucro dos mesmos, dado em conta os custos do plantio e comercializa\u00e7\u00e3o de cada agricultor individualmente. As instru\u00e7\u00f5es de uso e informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre a metodologia empregada pelo aplicativo est\u00e3o dispon\u00edveis na p\u00e1gina do mesmo.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00cdndice de Aridez?<\/strong>\n<p>O \u00edndice de aridez mostrado na p\u00e1gina da FUNCEME \u00e9 um \u00edndice proposto pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) que mostra a rela\u00e7\u00e3o percentual entre o total de chuva anual e a evapotranspira\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia (ETo) total anual de uma determinada localidade. Assim o \u00edndice indica, de uma maneira aproximada mas de f\u00e1cil obten\u00e7\u00e3o, se a precipita\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o estudada \u00e9 suficiente para a manuten\u00e7\u00e3o de plantios em geral sem d\u00e9ficit h\u00eddrico. A classifica\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica baseada no \u00edndice de aridez varia de \u201c\u00c1rido\u201d, quando o \u00edndice \u00e9 menor que 20% a \u201c\u00damido\u201d quando o \u00edndice for maior que 100%.<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<h2>\u00c1REA AMBIENTAL<\/h2>\n<ol>\n<li><strong>O que faz a \u00e1rea de meio ambiente da FUNCEME?<\/strong>\n<p>A \u00e1rea de meio ambiente da FUNCEME desenvolve estudos e pesquisas sobre os recursos ambientais, gerando informa\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas sobre os aspectos da geografia f\u00edsica, tendo como foco o solo, a vegeta\u00e7\u00e3o e a \u00e1gua, com o objetivo de conhecer suas peculiaridades, inter-rela\u00e7\u00f5es e din\u00e2mica e assim acompanhar e avaliar as mudan\u00e7as, naturais e antr\u00f3picas, que ocorrem no ambiente e orientar a implementa\u00e7\u00e3o de manejo e explora\u00e7\u00e3o adequados. As informa\u00e7\u00f5es geradas s\u00e3o utilizadas no apoio ao planejamento de a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas e de pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o, uso e desenvolvimento sustent\u00e1vel do Estado. Estes estudos e pesquisas envolvem diagn\u00f3stico ambiental, zoneamentos geoambiental, agroecol\u00f3gico e ecol\u00f3gico-econ\u00f4mico, mapeamentos tem\u00e1ticos e atualiza\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas planim\u00e9tricas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Quais os principais temas abordados pela \u00e1rea de meio ambiente da FUNCEME?<\/strong>\n<p>Cobertura vegetal e uso da terra, sistemas ambientais, solos, aptid\u00f5es pedol\u00f3gica, clim\u00e1tica e pedoclim\u00e1tica, potencial de terras para irriga\u00e7\u00e3o, \u00e1reas degradadas, recursos h\u00eddricos, rede vi\u00e1ria, delimita\u00e7\u00e3o de \u00e1reas urbanas, relevo, estudos de solos b\u00e1sicos e interpretativos, diagn\u00f3stico e an\u00e1lise multitemporal de degrada\u00e7\u00e3o ambiental, al\u00e9m de an\u00e1lises de solos e \u00e1gua para fins agr\u00edcolas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como \u00e9 identificada e monitorada uma \u00e1rea em processo de desertifica\u00e7\u00e3o?<\/strong>\n<p>Segundo o crit\u00e9rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas &#8211; ONU, a desertifica\u00e7\u00e3o \u00e9 definida como \u201ca degrada\u00e7\u00e3o da terra nas zonas \u00e1ridas, semi\u00e1ridas e sub-\u00famidas secas, resultantes de v\u00e1rios fatores, incluindo as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e as atividades humanas\u201d (BRASIL,1998). Em \u00e1reas, onde predomina estes tipos de clima, identifica-se evid\u00eancias de degrada\u00e7\u00e3o dos fatores f\u00edsicos e biol\u00f3gicos, detectados, primeiramente, atrav\u00e9s da an\u00e1lise de imagens orbitais e, em seguida, em checagens de campo, para finalizar com a gera\u00e7\u00e3o de um mapa indicando as \u00e1reas suscept\u00edveis aos processos de desertifica\u00e7\u00e3o. O uso de t\u00e9cnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, ajudam na identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas onde h\u00e1 escassez ou aus\u00eancia de vegeta\u00e7\u00e3o e na verifica\u00e7\u00e3o de campo observa-se o n\u00edvel da devasta\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal nativa e a severidade dos fen\u00f4menos erosivos que, neste locais, ocorrem com maior intensidade. S\u00e3o \u00e1reas onde a vegeta\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 predominantemente arbustiva e esparsa, com sinais evidentes de eros\u00e3o dos tipos laminar e\/ou em sulcos e\/ ou vossorocas, normalmente com a presen\u00e7a em sua superf\u00edcie de capim panasco e\/ou cact\u00e1ceas, podendo ainda verificar-se afloramentos rochosos de maior ou menor express\u00e3o. O monitoramento deste processo \u00e9 feito atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es gradativas das condi\u00e7\u00f5es ambientais, notadamente em rela\u00e7\u00e3o aos solos e \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o, usando-se as imagens de sat\u00e9lite, como ferramenta e o apoio dos trabalhos de campo para reconhecimento da verdade terrestre.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Uma \u00e1rea degradada em processo de desertifica\u00e7\u00e3o pode ser recuperada?<\/strong>\n<p>Sim. A revers\u00e3o deste fen\u00f4meno necessita em primeiro lugar de um estudo detalhado dos solos que comp\u00f5em o ambiente. A partir das caracter\u00edsticas f\u00edsicas e qu\u00edmicas destes solos e do estado degradacional em que se encontram, \u00e9 feita a escolha do manejo mais adequado para o estancamento ou revers\u00e3o do processo de desertifica\u00e7\u00e3o. T\u00e9cnicas envolvendo reflorestamento com esp\u00e9cies nativas e ecologicamente adaptadas, recupera\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica e pr\u00e1ticas conservacionistas sempre estar\u00e3o presentes em conjunto ou individualmente nos esfor\u00e7os referentes \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Para que serve um levantamento de solos?<\/strong>\n<p>O levantamento de solos, tamb\u00e9m chamado estudos pedol\u00f3gicos, \u00e9 constitu\u00eddo por um mapa e um texto explicativo que define, descreve e interpreta as classes de solos de uma determinada \u00e1rea ou regi\u00e3o. Atrav\u00e9s dessa classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel determinar suas potencialidades e limita\u00e7\u00f5es para indicar a sugest\u00e3o do uso mais apropriada dos ambientes. Com essa ferramenta \u00e9 poss\u00edvel realizar um planejamento de atividades agropecu\u00e1rias, sejam em n\u00edvel municipal, estadual ou regional, que visem manter os solos conservados e produtivos.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que precisa para a Funceme fazer um levantamento de solos em escala mais detalhada em um determinado munic\u00edpio?<\/strong>\n<p>Para levantamentos de solos em n\u00edvel de munic\u00edpio, o estudo precisa ser feito de forma mais detalhada, ou seja, numa escala maior. Isso significa mais trabalhos de campo e mais recursos financeiros.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Quando o Estado do Cear\u00e1 ter\u00e1 um zoneamento agroecol\u00f3gico pronto?<\/strong>\n<p>O zoneamento agroecol\u00f3gico constitui-se na an\u00e1lise e integra\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es geoambientais, objetivando caracterizar e espacializar os diversos ambientes em fun\u00e7\u00e3o da diversidade dos recursos naturais e agrossocioecon\u00f4micos, privilegiando o recurso solo na determina\u00e7\u00e3o das potencialidades e limita\u00e7\u00f5es dos referidos ambientes. Portanto, somente ap\u00f3s a conclus\u00e3o de todo o levantamento de solos do Estado, que se encontra em andamento, com somente cerca de 27% conclu\u00eddo, ser\u00e1 poss\u00edvel disponibilizar essa importante ferramenta, que ajudar\u00e1 na racionaliza\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o dos investimentos na agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Terras salinizadas, detectadas no levantamento de solos, podem ser recuperadas?<\/strong>\n<p>Sim. No manejo para recuperar os solos salinos e reduzir a saliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio usar t\u00e9cnicas alternativas, tais como: calcareamento, drenagem, gessagem, cultivar \u00e1rvores e plantas que se adaptem ao local.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como s\u00e3o repassadas aos usu\u00e1rios, as informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas desenvolvidas na Funceme?<\/strong>\n<p>Atrav\u00e9s do site: www.funceme.br, publica\u00e7\u00f5es realizadas por esta institui\u00e7\u00e3o, workshop, semin\u00e1rios, contatos pessoais, dentre outros.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Qual a imagem de sat\u00e9lite mais utilizada nos levantamentos de solos?<\/strong>\n<p>Para levantamentos realizados com detalhes compat\u00edveis para escala de 1:100.000 s\u00e3o utilizadas imagens com resolu\u00e7\u00e3o espacial (tamanho do menor objeto poss\u00edvel de ser imageado pelo sensor, que encontra-se a bordo do sat\u00e9lite) entre 20 e 30 metros. Entre os principais sat\u00e9lites utilizados atualmente, encontram-se o americano TM LANDSAT e o indiano ResourceSAT. Outro produto utilizado no mapeamento dos Solos \u00e9 o Modelo Digital de Eleva\u00e7\u00e3o gerado pelo Projeto SRTM e executado pelas ag\u00eancias espaciais dos Estados Unidos (NASA), Alemanha (DLR) e Italiana (ASI), onde atrav\u00e9s do qual \u00e9 poss\u00edvel identificar e mapear as principais formas de relevo de grande parte da superf\u00edcie terrestre. Todos estes produtos s\u00e3o distribu\u00eddos gratuitamente atrav\u00e9s da WEB.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Quais s\u00e3o os tipos de zoneamento feitos pela Funceme? E para que servem?<\/strong>\n<p>Dentre os zoneamento realizados pela FUNCEME est\u00e3o o Zoneamento Geoambiental, o Agroecol\u00f3gico e o Ecol\u00f3gico-Econ\u00f4mico. Zoneamento significa uma divis\u00e3o de \u00e1rea em zonas reservadas a certas atividades, com a fun\u00e7\u00e3o de ordenar a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio de modo mais adequado e sustent\u00e1vel. O tipo de Zoneamento depende do objetivo que se quer atingir.<\/p>\n<p>O Zoneamento Geoambiental visa delimitar geograficamente \u00e1reas territoriais com o objetivo de estabelecer regimes especiais de uso da terra da maneira que respeite os interesses coletivos, como a fun\u00e7\u00e3o social e a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>O Zoneamento Ecol\u00f3gico-Econ\u00f4mico \u2013 ZEE: \u00e9 um instrumento usado na racionaliza\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os e no redirecionamento das atividades. Com base em pesquisas e estudos integrados de diagn\u00f3stico e de proposi\u00e7\u00e3o de diretrizes pactuadas de a\u00e7\u00e3o, visa contribuir para que o sistema de planejamento, orientando os esfor\u00e7os de investimentos do governo e da sociedade civil, segundo as peculiaridades das \u00e1reas definidas como zonas e tratadas como unidades de planejamento, dotando o Governo de bases t\u00e9cnicas para a espacializa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas visando a ordena\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, como express\u00e3o espacial das pol\u00edticas econ\u00f4mica, social, cultural e ecol\u00f3gica, na busca do desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>O Zoneamento Agroecol\u00f3gico tem por objetivo realizar o estudo integrado dos recursos naturais, apresentando as \u00e1reas com potencialidades e limita\u00e7\u00f5es quanto ao uso do solo para a agricultura, pecu\u00e1ria, silvicultura, extrativismo, conserva\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o ambiental, a partir da elabora\u00e7\u00e3o de mapas de solo, de aptid\u00e3o agr\u00edcola, susceptibilidade \u00e0 eros\u00e3o e sensibilidade \u00e0s pr\u00e1ticas agr\u00edcolas e potencialidades sociais.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 aptid\u00e3o pedoclim\u00e1tica<\/strong>\n<p>A aptid\u00e3o pedoclim\u00e1tica indica o solo mais apropriado, de acordo com as exig\u00eancias espec\u00edficas de cada cultura a ser explorada, considerando-se as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. \u00c9 a integra\u00e7\u00e3o das seguintes informa\u00e7\u00f5es: aptid\u00e3o pedol\u00f3gica, que refere-se \u00e0s potencialidades e limita\u00e7\u00f5es dos solos em sua ambi\u00eancia para a produ\u00e7\u00e3o da cultura, realizada com base no levantamento de solos; aptid\u00e3o clim\u00e1tica, que indica as \u00e1reas, climaticamente, mais apropriadas para o cultivo de cada esp\u00e9cie de interesse agr\u00edcola, de acordo com a tend\u00eancia pluviom\u00e9trica esperada, fornecida pelos modelos num\u00e9ricos e; exig\u00eancias espec\u00edficas da cultura a ser implementada. Ap\u00f3s a gera\u00e7\u00e3o dos mapas da aptid\u00e3o pedol\u00f3gica, das unidades de mapeamento e da aptid\u00e3o clim\u00e1tica, sobrep\u00f5em-se estes dois planos de informa\u00e7\u00e3o, por meio de t\u00e9cnicas de geoprocessamento, para produzir o mapa de aptid\u00e3o pedoclim\u00e1tica. Este mapa reflete o potencial efetivo do ambiente (solo e clima) para produ\u00e7\u00e3o das culturas em bases sustent\u00e1veis.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Os sat\u00e9lites que a \u00e1rea de meio ambiente da FUNCEME utiliza para executar mapeamentos tem\u00e1ticos, s\u00e3o os mesmos que a Meteorologia utiliza para elaborar as previs\u00f5es clim\u00e1ticas?<\/strong>\n<p>N\u00e3o, os sat\u00e9lites utilizados pela \u00e1rea de meio ambiente, encontram-se em m\u00e9dia a uma altitude de 600km, permitindo a execu\u00e7\u00e3o de mapeamentos com detalhes compat\u00edveis para escalas cartogr\u00e1ficas a partir de 1:5.000. J\u00e1 os principais sat\u00e9lites utilizados pelos meteorologistas encontram-se em m\u00e9dia a uma altitude de 36.000km, permitindo a observa\u00e7\u00e3o de uma grande parte da superf\u00edcie terrestre.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>Como a \u00e1rea de meio ambiente da FUNCEME elabora seus mapeamentos tem\u00e1ticos?<\/strong>\n<p>A \u00e1rea de meio ambiente da FUNCEME elabora seus mapeamentos, utilizando imagens de sat\u00e9lites, fotografias a\u00e9reas, levantamentos de campo e \u201csoftwares\u201d espec\u00edficos para processamento digital de imagens e para edi\u00e7\u00e3o vetorial e gera\u00e7\u00e3o final de mapas. As t\u00e9cnicas utilizadas s\u00e3o denominadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O que \u00e9 geoprocessamento?<\/strong>\n<p>Geoprocessamento \u00e9 um conjunto de t\u00e9cnicas e conceitos que utiliza os recursos dispon\u00edveis na computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica para analisar e representar cartograficamente o espa\u00e7o geogr\u00e1fico. Dentre as principais t\u00e9cnicas encontram-se as disponibilizadas pelos Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (SIG).<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GERAL Quais s\u00e3o as principais \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o da FUNCEME? A FUNCEME atua nas \u00e1reas de meteorologia, recursos h\u00eddricos e recursos ambientais, visando fornecer conhecimentos e informa\u00e7\u00f5es para o manejo racional e a gest\u00e3o de risco do semi\u00e1rido, colaborando assim, para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do Estado do Cear\u00e1 e do Nordeste do Brasil. 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