Seca extrema recua no Ceará, mas área em situação grave avança em fevereiro

16 de março de 2026 - 13:10 # #

O Ceará registrou mudanças no cenário da seca em fevereiro, segundo dados mais recentes do Programa Monitor de Secas. Embora tenha havido redução na área com condição mais severa, houve avanço em níveis intermediários de criticidade.

De acordo com o levantamento, a área com seca extrema caiu de 23,5% para 13,79% do território estadual. Apesar da melhora nesse indicador, a seca grave avançou, passando de 20,48% para 30,2%, o que indica uma redistribuição da intensidade do fenômeno no estado.

Atualmente, as áreas mais críticas estão concentradas na porção leste do Ceará, abrangendo macrorregiões como o Maciço de Baturité, Jaguaribana, Sertão Central e Inhamuns, além do Litoral de Fortaleza. Nessas regiões, os impactos são mais intensos e afetam diretamente atividades econômicas e o abastecimento hídrico.

Ao todo, 36 municípios encontram-se em condição de seca extrema, cenário caracterizado por grandes perdas de culturas e pastagens, além de diminuição do volume em alguns mananciais de água. Já a seca grave atinge 60 municípios, indicando um quadro ainda preocupante em boa parte do estado.

Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o cenário atual é resultado, principalmente, das chuvas ainda pouco abundantes neste início de ano, somadas ao longo período de escassez registrado no segundo semestre do ano passado.

Sobre o Monitor de Secas

O Monitor de Secas é uma ferramenta de acompanhamento contínuo da situação da estiagem no Brasil. Seus resultados são divulgados mensalmente por meio de um mapa que apresenta a intensidade e a abrangência da seca em cada unidade da federação. A iniciativa é coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com apoio de instituições parceiras nos estados. No Ceará, a Funceme é responsável pela operacionalização e pela análise local dos dados.

O monitoramento serve como subsídio fundamental para a tomada de decisões nas áreas de agricultura, recursos hídricos e planejamento de políticas públicas, especialmente em regiões historicamente vulneráveis à variabilidade climática, como o semiárido cearense.