Seca extrema permanece estável no Ceará e segue concentrada na região leste, aponta Monitor de Secas

17 de abril de 2026 - 11:56

O mais recente mapa do Monitor de Secas, na categoria de Seca Relativa Máxima (SRM), indica que o cenário de maior severidade da estiagem no Ceará manteve-se praticamente estável entre fevereiro e março. A seca extrema permanece atingindo 13,79% do território estadual, com maior concentração na porção leste, especialmente na região Jaguaribana e em municípios do litoral, como Aracati.

Ao todo, 36 municípios cearenses registram condição de seca extrema, caracterizada por grandes perdas de culturas e pastagens, além de escassez generalizada de água ou restrições no abastecimento.

Apesar da estabilidade na seca extrema, houve mudanças nas demais categorias. A seca grave apresentou redução, passando de 30,2% em fevereiro para 24,26% em março. Já a seca fraca aumentou, saindo de 8,88% para 15,13% no mesmo período. A condição de seca moderada permaneceu praticamente estável, sem variações significativas.

A análise considera a metodologia da Seca Relativa Máxima (SRM), que representa, para cada município, a condição mais intensa de seca registrada no mês de referência. Diferentemente de outros indicadores, a SRM não avalia a continuidade do fenômeno ao longo do tempo, funcionando como um retrato espacial da severidade máxima observada no período. Para identificar se a seca possui características de curto prazo (C), longo prazo (L) ou ambas (CL), é necessário consultar o mapa completo disponível na página principal do Monitor.

Como funciona o Monitor de Secas

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação da seca, cujos resultados consolidados são divulgados por meio de um mapa. Mensalmente, são analisadas informações de seca disponibilizadas até o mês anterior, com indicadores que refletem o curto (1, 3, 4 e 6 meses) e o longo (9, 12, 18 e 24 meses) prazo, com o objetivo de verificar como está ocorrendo o processo de evolução (intensificação) ou involução (atenuação) do fenômeno da seca no território brasileiro, tendo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) com instituição central no processo.

O mapa do Monitor de Secas é produzido baseado no compartilhamento de informações e na convergência de evidências sobre o fenômeno e seus impactos. Diferente de outras metodologias de monitoramento da seca, o Monitor utiliza fontes variadas de dados e produtos derivados das redes de monitoramento meteorológico, hidrológico e agrícola, da União e dos Estados, além de contar com o apoio das redes de observadores locais.