Monitor indica leve variação da seca moderada no Ceará entre fevereiro e março

21 de abril de 2021 #

Com chuvas pouco generalizadas, Ceará vai seguindo com todo território com seca FOTO: Marciel Bezerra)

Com chuvas pouco generalizadas, Ceará vai seguindo com todo território com seca FOTO: Marciel Bezerra)

O mapa mais recente do Monitor de Secas indicou leve aumento na área do território cearense classificado com seca moderada. Em relação ao mês de fevereiro, março apresentou variação absoluta de 2,02%.

Conforme a ferramenta de monitoramento, 63,72% do território tem condições de seca fraca e 36,28% com moderada, afetando a porção central do Estado, parte da macrorregião Jaguaribana e ainda um trecho do extremo sul.

Em sete estados, 100% de seus territórios continuaram com seca no último mês em comparação a fevereiro: Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Em sete estados, 100% de seus territórios continuaram com seca no último mês em comparação a fevereiro: Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Diferente do mesmo período do ano passado, quando o Ceará apresenta centro-norte sem seca relativa devido às precipitações mais expressivas, em 2021, o avanço da estiagem se dá pelas precipitações mais escassas. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). No último mês de março, das oito macrorregiões pluviometricamente homogêneas, somente o Litoral de Fortaleza apresentou chuvas acima da média.

Nas atuais condições, os impactos possíveis são: diminuição do plantio, danos às culturas, déficits hídricos prolongados, pastagens ou culturas não completamente recuperadas.

As precipitações dentro da média e os dados mais recentes do Monitor de Secas reforçam a necessidade do uso consciente dos recursos hídricos, afinal, 52 dos 156 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) apresentam volume abaixo dos 30%. O Castanhão, por exemplo, tem apenas 12,11% da sua capacidade total.

Sobre o Monitor

O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Funceme, e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 19 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido.

O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração.

A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.