Fortaleza registra temperatura máxima 0,7°C acima da média em outubro

8 de novembro de 2019 # # #

2019 teve o outubro "mais quente" da Capital em 19 anos. (FOTO: Ronaldo Lima Jr/Flickr)

2019 teve o 5º outubro “mais quente” da Capital em 19 anos. (FOTO: Ronaldo Lima Jr/Flickr)

Fortaleza registrou, em outubro, temperatura máxima média de 31,9°C, conforme balanço do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O dado observado representa um desvio de 0,7°C acima da normal climatológica.

Apesar do desvio não chegar a 1°C, a média do último mês corresponde a 5ª maior temperatura máxima média registrada em outubro dos últimos 19 anos – igualmente com o mesmo período de 2008, 2013 e 2018. Conforme a série história do Inmet, 2016 teve o outubro “mais quente” de Fortaleza, com 32,5°C.

Pontualmente, a maior temperatura máxima do mês passado foi de 32,9°C, registrada no dia 27. Enquanto que, a menor temperatura máxima absoluta foi de 31°C no dia 2. 

“O segundo semestre é caracterizado por temperaturas mais altas em relação ao primeiro. Porém, em média, variam pouco, devido à localização geográfica do Ceará, que é próximo à Linha do Equador. A escassez de chuva neste período também contribui para temperaturas mais elevadas. Sem a cobertura de nuvens, a incidência dos raios solares é maior também. Outros fatores como a degradação do meio ambiente colabora para esta variação”, explica o meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) Raul Fritz.

Em outubro, Fortaleza tem média de chuvas de 14,2 milímetros. E, neste ano, o observado foi de 9,1 mm, o que representa um desvio de -36,4%.

Mínimas

Em relação às temperaturas mínimas, a média foi de 24,5°C. Do mesmo modo que a máxima, também ficou acima da normal climatológica, que é de 24,2°C, conforme o Inmet.. Em relação aos últimos 19 anos, a temperatura mínima média de outubro de 2019 é a 5ª maior (juntamente com 2004), abaixo apenas de 2018 e 2016 (25°C), 2006 (24,9°C), 2003 e 2013 (24,7°C), 2017 (24,6°C).

Apesar de situar-se no litoral, a urbanização da Capital colabora para aumento do calor e da sensação térmica. Conforme Fritz, esta transformação da metrópole ao longo do tempo provoca o surgimento de ‘ilhas de calor’. “Os gases emitidos pelos automóveis e as barreiras dos prédios, por exemplo, estão entre os fatores que colaboram para uma cidade mais quente”, complementa o pesquisador da Funceme.

A mínima absoluta do mês passado foi de 22,3°C no dia 3, valor que corresponde à menor para outubro desde 2000 – igualando com outubro de 2011 e 2009.