Monitor aponta avanço dos níveis de seca no Ceará em outubro

21 de novembro de 2019 # #

Castanhão, principal reservatório do Estado, apresenta-se somente com 3,42% da sua capacidade total (FOTO: Juliana Lima)

Castanhão, principal reservatório do Estado, apresenta-se somente com 3,42% da sua capacidade total (FOTO: Juliana Lima)

O percentual do território do Ceará classificado sem seca relativa diminuiu, conforme dados do mapa mais recente do Monitor de Secas, ferramenta de monitoramento da estiagem no Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santos.

Em setembro, o Estado tinha 29,62% da sua área total sem seca relativa, já no mês passado reduziu para 24,50%, isto é, uma variação absoluta de 5,12%. O impacto se deu, principalmente, pelo avanço do nível de seca fraca em direção ao norte do Ceará, passando de 5,96% no primeiro mês para 11,02%.

O avanço da estiagem no segundo semestre do ano já era esperado. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), setembro tem média de chuvas de apenas 2,2 milímetros e, em outubro, a normal climatológica é de 3,9 mm. 

Cenário hídrico

Desde março deste ano o Ceará não apresenta os dois níveis mais intensos de seca: extrema e excepcional. Com base nos indicadores, os impactos permanecem de curto e longo prazo na parte sul do Ceará e uma pequena área na parte norte com impacto de curto prazo. Porém, a situação hídrica é preocupante, afinal, dos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), 85 estão com volume abaixo dos 30%.

Mapa mais recente do Monitor de Secas (FOTO: Divulgação)

Mapa mais recente do Monitor de Secas (FOTO: Divulgação)